Quem usa apps de relacionamento? Dados do Menta Social em 2026

Veja dados agregados do Menta Social sobre quem usa apps de relacionamento, identidade dos usuários e quem essas pessoas procuram em 2026.

Sofia CollinsPublicado em: Atualizado em:
dadosconexõescomportamento
Infográfico com porcentagens sobre identidade declarada e interesses de busca no Menta Social

É comum falar de apps de relacionamento como se todos os usuários estivessem procurando a mesma coisa. Não estão. Há quem queira namoro, quem queira conhecer pessoas sem definir tudo de saída, quem procure uma conexão casual e quem simplesmente queira ampliar o próprio círculo social.

A pergunta mais interessante não é apenas se os apps funcionam. É entender quem está nesses espaços, o que essas pessoas procuram e por que identidade declarada não explica sozinha a intenção de busca.

Resposta curta

Os dados mostram que não existe um único usuário de app de relacionamento. Pessoas com identidades e objetivos diferentes usam o mesmo espaço — e a diferença entre quem está no app e quem cada pessoa procura é justamente uma das informações mais importantes para entender esse comportamento.

Principais descobertas

  • 52,1% das identidades declaradas no Menta Social são homens.
  • 25,9% são mulheres.
  • 14,7% correspondem à categoria gay.
  • 51,3% dos interesses de busca indicam procura por mulheres.
  • 27,1% indicam procura por homens.
  • A distribuição de identidade dos usuários é diferente da distribuição de seus interesses de busca.

Fonte: dados agregados e anonimizados do Menta Social. Dados atualizados em agosto de 2026.

Dados completos

A identidade declarada representa como as pessoas se identificam na plataforma. O interesse de busca representa quem elas indicam que desejam encontrar. São dimensões relacionadas, mas diferentes.

Distribuição percentual das identidades declaradas e dos interesses de busca observados no Menta Social.
CategoriaIdentidade declaradaInteresse de busca
Homens52,1%27,1%
Mulheres25,9%51,3%
Gays14,7%14,9%
Lésbicas2,4%2,4%
Bissexuais1,7%2,0%
Casais1,9%1,9%
Pessoas trans1,4%0,5%

Fonte: Menta Social — dados agregados e anonimizados, agosto de 2026.

O que os dados do Menta mostram

No recorte atual e agregado do Menta, homens representam 52,1% da identidade declarada. Mulheres aparecem com 25,9%, gays com 14,7%, lésbicas com 2,4%, casais com 1,9%, bissexuais com 1,7% e pessoas trans com 1,4%.

Esse recorte não representa todos os usuários de apps de relacionamento. Ele mostra quem está presente no Menta neste momento. Ainda assim, ajuda a enxergar que “usuário de app” não é uma categoria única.

Quem a pessoa é e quem ela procura são perguntas diferentes

No gráfico de interesses de busca, mulheres representam 51,3%, homens 27,1%, gays 14,9%, lésbicas 2,4%, bissexuais 2,0%, casais 1,9% e pessoas trans 0,5%.

A diferença mais chamativa está entre homens: 52,1% da identidade declarada e 27,1% dos interesses de busca — e entre mulheres: 25,9% da identidade declarada e 51,3% das buscas.

Isso não é uma contradição. É a diferença entre “como você se identifica?” e “que tipo de pessoa você procura?”. Dados ficam mais úteis quando não tentamos transformar uma escolha de busca em uma etiqueta definitiva.

O que pesquisas sobre namoro online mostram

No Brasil, uma pesquisa Mobile Time/Opinion Box publicada em 2025 mostrou que 23% dos brasileiros com smartphone já haviam se encontrado com alguém conhecido por meio de um app de relacionamento. Entre pessoas de 16 a 29 anos, o percentual foi de 29%; entre 30 e 49 anos, 25%; e entre pessoas com 50 anos ou mais, 14%.

Nos Estados Unidos, o Pew Research Center encontrou que 30% dos adultos já usaram um site ou app de relacionamento. Entre adultos que estavam em um relacionamento, 10% disseram ter conhecido o parceiro atual em uma plataforma desse tipo.

As métricas não são diretamente comparáveis. A pesquisa brasileira mede encontros já realizados. A americana mede uso ao longo da vida e origem do relacionamento atual. O Menta mostra composição e interesses dentro do próprio app.

O Pew também encontrou uma divisão importante: 53% dos usuários americanos avaliaram sua experiência como positiva e 46% como negativa. A leitura mais honesta não é que os apps funcionam ou falham para todos, mas que a experiência depende de intenção, contexto e qualidade das interações.

Dois cases que os dados já permitem enxergar

Ainda não há depoimentos públicos de usuários autorizados para este artigo. Por isso, estes são cases analíticos do recorte agregado do Menta, não histórias individuais nem promessas de resultado.

No primeiro case, a base e a busca contam histórias diferentes: a composição por identidade não permite deduzir automaticamente quem cada pessoa procura. Cruzar as duas dimensões produz uma leitura mais próxima do comportamento real.

No segundo, diversidade não é uma porcentagem decorativa. A presença de pessoas gays, lésbicas, bissexuais, trans e casais mostra que uma experiência de relacionamento precisa reconhecer objetivos e identidades diferentes em linguagem, privacidade e contexto de conversa.

Volume de usuários não é a única métrica importante

“Tem muita gente lá” parece uma boa resposta para quase qualquer dúvida sobre um app. Só que volume não informa se essas pessoas estão na sua região, se querem algo parecido com você, se respondem mensagens ou se existe contexto suficiente para iniciar uma conversa.

Uma plataforma pode ter muitos perfis e ainda oferecer pouca clareza. Outra pode ter uma comunidade menor, mas organizada em torno de intenções mais visíveis. Tamanho é uma métrica, não uma conclusão.

  • Contexto: o perfil explica algo além de idade e fotografia?
  • Intenção: é possível entender o que a pessoa está procurando?
  • Diversidade: há espaço para diferentes identidades e formas de conexão?
  • Reciprocidade: a experiência facilita conversas que não dependem de uma pessoa carregar tudo sozinha?
  • Próximo passo: existe uma maneira natural de transformar interesse em conversa?

O futuro dos apps depende de mais contexto

Os dados do Menta ajudam a fazer perguntas melhores: quem está procurando quem? Quais públicos estão presentes? Onde existe diferença entre identidade e intenção? E que tipo de informação ajuda uma conversa a começar?

Nenhum produto garante compatibilidade, relacionamento ou segurança. Pessoas podem mudar de ideia, desaparecer ou apresentar uma versão editada de si mesmas. O papel de uma boa experiência é reduzir a adivinhação, não prometer controle sobre o comportamento humano.

Sobre os dados e metodologia

Os dados apresentados nesta análise foram calculados a partir de informações agregadas e anonimizadas da base do Menta Social. Os percentuais refletem a distribuição observada na plataforma no período analisado e não representam uma pesquisa populacional.

Nenhuma informação individual de usuário é apresentada. Por razões estratégicas e comerciais, o Menta Social não divulga o número absoluto de usuários ou o tamanho da base analisada.

Esta análise é atualizada periodicamente para refletir mudanças observadas na plataforma.

Como citar estes dados

Menta Social. “Quem usa apps de relacionamento? Dados do Menta Social em 2026.” Menta Social, 2026.

Ao utilizar os dados desta página, atribua a fonte ao Menta Social e inclua um link para esta análise.

Perguntas frequentes

Quem usa apps de relacionamento?

Pessoas com identidades, orientações e objetivos diferentes. Os dados do Menta mostram homens, mulheres, pessoas gays, lésbicas, bissexuais, trans e casais presentes no mesmo espaço.

Identidade declarada mostra quem a pessoa procura?

Não necessariamente. O Menta mostra diferenças entre a composição por identidade e os interesses de busca. São dimensões relacionadas, mas não equivalentes.

De onde vêm os dados?

Os dados são derivados de informações agregadas e anonimizadas da própria plataforma Menta Social. Nenhuma informação individual de usuário é apresentada.

Os dados identificam usuários individuais?

Não. A análise utiliza informações agregadas e não apresenta dados pessoais ou individuais.

Quantos usuários foram analisados?

O Menta Social não divulga o número absoluto de usuários ou o tamanho da base analisada por razões estratégicas e comerciais. Os percentuais apresentados são calculados a partir de dados agregados da plataforma.

Apps de relacionamento ainda funcionam?

Eles continuam sendo um canal válido para conhecer pessoas, mas não funcionam como uma máquina automática de relacionamentos. Contexto, clareza e reciprocidade fazem diferença.

Os dados do Menta representam todos os usuários de apps de relacionamento?

Não. São um recorte atual e agregado do próprio Menta, apresentado em porcentagens. Não representam uma pesquisa populacional.

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